O melhor parque de diversões
Apetece-me escrever sobre sexo, mas ao mesmo tempo penso que nada há a dizer pois é na actividade sexual que tudo se sente, e nada há a descrever depois, nada que palavras possam exprimir. É algo fascinantemente peculiar porque é diferente de toda a experiência intelectual que nos rodeia no dia-a-dia – o raciocínio, a argumentação, ou mesmo meras conversas de circunstância estimulam e alteram a nossa perspectiva das coisas mas apenas o cérebro se envolve. Na relação sexual, todo o nosso ser físico, o animal interior talvez, revela-se como se existe uma libertação da nossa essência enquanto ser vivo. A minha primeira relação como que completou o meu conhecimento de mim próprio, e ao mesmo tempo iniciou um novo ciclo da minha vida, como se passasse a ter uma nova visão do mundo. Nem fotografias nem filmes alguma vez me levaram a uma satisfação remotamente semelhante a algo real; preciso da sensação, da proximidade, do contacto. E depois, segue-se o instinto.
“The grabbing hands / grab all they can / all for themselves / after all”.
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