A divina comédia
Os muçulmanos são muito sensíveis. No entanto, quando se trata de cometer actos terroristas não pensam duas vezes antes de matar o máximo número de pessoas possível. Como é possível que agora se sintam tão escandalizados e revoltados por causa de um mero desenho sobre uma suposta entidade divina? E que morram esmagados durante um espectáculo representativo de uma alegoria relacionada com a vida de um homem a quem denominaram de profeta na peregrinação a Meca? Tanta devoção e tanta desumanidade num só povo. Isto para não falar na tortura da excisão que ainda é praticada em algumas tribos africanas, a condenação à morte por lapidação, a obrigação de véu e outras humilhações que as mulheres sofrem em muitos (felizmente não todos) os países onde a religião muçulmana é a dominante.O Irão quer prosseguir um programa de enriquecimento de urânio, pretendendo convencer o resto do mundo que os seus objectivos são pacíficos, uma vez que o objectivo será a criação de uma central nuclear para uma melhor eficiência energética do país. Ora, como se sabe, o Irão possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo e é auto-suficiente ao nível de consumo de energia, o que conduz a uma óbvia desconfiança relativamente às suas verdadeiras intenções. Se acrescentarmos isto à imbecil proclamação da ideia de “varrer Israel do mapa”, temos um país que demonstrou uma intolerância extrema face aos valores fundamentais de convivência humana. Mesmo se tivermos em linha de conta que Israel é uma nação artificial, implantada pela força em território árabe como se isso de alguma forma fosse servir de compensação pela tragédia do Holocausto, não é justificável a afirmação de Ahmadinejad. A sua vitória significa um retrocesso na transição do Médio Oriente para a democracia e para o desnvolvimento.
A humanidade não precisa nem nunca precisou de religião para atingir a felicidade, a paz entre os povos ou a satisfação pessoal. Além de inútil, a religião, seja ela qual for, é perigosa, e, eventualmente, um dia conduzirá ao nosso próprio extermínio.

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